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O projeto da prefeitura de Curitiba levou o troféu Tema do Ano na 2ª edição do Prêmio Gestor Público Paraná, em 2014, e hoje atende cerca de 500 pessoas todos os meses
 
No próximo dia 7 de abril é comemorado o Dia Mundial da Saúde. A data serve para lembrar sobre a importância de se oferecer condições de vida e bem-estar para a população. No Brasil, um dos principais desafios dos municípios é desafogar o Sistema Único de Saúde (SUS) e, pensando nisso, a Prefeitura de Curitiba implantou o Melhor em Casa - Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), que atende os moradores em suas residências e treina familiares para auxiliarem nos cuidados necessários. 
 
De acordo com dados da Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde (Feaes), que administra a iniciativa, cerca de 500 atendimentos foram realizados por mês pelo SAD em 2019, que tem como base o Hospital do Idoso Zilda Arns, no bairro Pinheirinho. O coordenador do PGP-PR, Laerzio Chiesorin Junior, destaca a importância da continuidade dessas ações para demonstrar o comprometimento das gestões passadas e atuais com a população: “Para nós é muito gratificante ver que essa iniciativa merecidamente reconhecida há 5 anos atrás ainda beneficia a população curitibana. O Prêmio Gestor Público Paraná é sobre isso: encontrar boas ações na gestão pública dos nossos municípios e incentivá-las na esperança de que possamos continuar a colher bons frutos”.
 
Entre os objetivos do serviço domiciliar está reduzir o número de atendimentos em hospitais e unidades de saúde, fazendo com que o SUS consiga priorizar casos mais graves e reduzir custos com internamento, além de facilitar para o doente e a família o cuidado com o paciente, feito na comodidade de sua casa. De acordo com o Ministério da Saúde, o programa proporciona uma melhor recuperação a pessoas que foram submetidas a cirurgias, já que “os riscos de contaminação e infecção são reduzidos”.
 
Outro fator importante do projeto é a necessidade de ter uma pessoa comprometida com o doente para os cuidados no domicílio. Assim como nos hospitais é necessário ter um acompanhante, para participar do SAD é necessário que o paciente tenha alguém que o acompanhe. De acordo com o coordenador médico do programa, Clovis Cechinel, o atendimento é disponibilizado para todos, mas os principais beneficiados pelo serviço são os idosos, com cerca de 80% dos atendimentos, sendo que deste percentual, 40% tem mais de 80 anos. Esse grupo é o que possui mais dificuldades com doenças crônicas e locomoção.
 
Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, os atendimentos do serviço foram reforçados. “Nós estamos com força total. A ideia é dar suporte para a rede, para desospitalização mais rápida do paciente em ambiente hospitalar e liberar mais acessos a pacientes graves aos hospitais”, explica Clovis, sobre a necessidade de haver leitos para pessoas infectadas com o coronavírus.
 
O SAD é composto por uma equipe multidisciplinar, dividida entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, nutricionistas, farmacêuticos, fonoaudiólogos e psicólogos. Para Clovis, a multiplicidade de especialidades contribui para um atendimento completo. “Os pacientes têm necessidades que não competem somente aos médicos. Às vezes eles precisam de orientações de nutrição, de avaliações da farmácia clínica, de fisioterapia. As necessidades do perfil que nós atendemos exigem que nós tenhamos uma equipe multidisciplinar”, afirma. 
 
Para que a pessoa possa ser atendida pelo programa, é necessário que ela seja moradora de Curitiba, tenha um acompanhante identificado e ter cadastro em uma Unidade Básica de Saúde. O médico pode ainda sugerir que o atendimento seja feito em casa e, após avaliação, o paciente deve ser aprovado para participar do SAD. O serviço pode variar entre 45 dias ou mais, a depender das necessidades do paciente. Saiba mais sobre esse projeto no Banco de Projetos da premiação.
 


Entrega do Troféu Gestor Público Paraná ao projeto
Serviço de Atenção Domiciiar, de Curitiba

 

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