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Monitoramento de Doenças e Parasitismo em Percevejos nas Culturas Soja e Milho fez com que os produtores reduzissem a quantidade de agrotóxicos
 
A agricultura é uma das principais atividades econômicas de diversas cidades do Paraná, sobretudo as menores, em que a principal fonte de renda dos habitantes é a produção agrícola. Um desses municípios é São Jorge do Ivaí, no Norte Central do Paraná, que notou o uso excessivo de agrotóxicos nas plantações de soja e milho safrinha. Foi então que a prefeitura desenvolveu o projeto de Monitoramento de Doenças e Parasitismo em Percevejos nas Culturas Soja e Milho.
 
A gestão municipal percebeu que o uso de agrotóxicos contra o percevejo barriga verde (Dichelops melacanthus) e percevejo marrom (Euschistus heros) estavam aumentando a cada produção, prejudicando a saúde dos consumidores, produtores, além do bolso deste último, que via o custo aumentar cada vez mais. A prefeitura, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), realizaram reuniões de sensibilização com os produtores sobre os problemas causados pelo uso desenfreado de agrotóxicos. Foi então proposta uma alternativa: monitorar as pragas e doenças, reduzindo também a quantidade de inseticida utilizado.
 
Os custos com o projeto estão previstos dentro do orçamento da pasta da Agricultura e Meio Ambiente e também da Saúde do município. Durante o projeto, foram desenvolvidas armadilhas para percevejos, composta de grãos de soja e de amendoim, feijão-vagem e algodão embebido em água. Nas propriedades dos produtores que participaram do projeto foram colocadas armadilhas em cinco diferentes níveis topográficos da área do agricultor, buscando avaliar a população e o nível de parasitismo em percevejos. Isso fez com que o produtor tivesse noção das áreas mais afetadas pelos parasitas.
 
Entre os benefícios do projeto estão a diminuição da utilização de agrotóxicos: houve redução de 8,13 litros de agrotóxicos quando se compara o consumo das áreas com e sem monitoramento de pragas e doenças, contribuindo para a saúde de quem produz e de quem consome. A produtividade das lavouras também aumentou: 150 sacas de soja por alqueire nas áreas que receberam o projeto, contra 135 dos produtores que utilizam inseticidas. Assim, os custos diminuíram, resultando em mais renda aos produtores participantes. Os bons resultados garantiram ao projeto o Prêmio Gestor Público Paraná (PGP-PR) 2018, uma das premiações mais importantes desse segmento no país. Saiba mais sobre essa iniciativa no Banco de Projetos da premiação.
 


Prefeito de São Jorge do Ivaí, André Luiz Bovo, recebe o Troféu PGP-PR pelo
Monitoramento de Doenças e Parasitismo em Percevejos nas Culturas Soja e Milho

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